sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Alfabetização e Tecnologia


Lápis e papel. Houve uma época em que esses eram os utensílios disponíveis para escrever, tanto na escola como fora dela. Com o passar do tempo, as máquinas de datilografar, primeiro, e os computadores, depois, foram invadindo os mais diversos ambientes, mas não a sala de aula. Uma pena. Se equipamentos desse tipo fazem parte do dia a dia da maioria das pessoas, que os usam socialmente para redigir, não há porque ignorá-los em atividades de alfabetização. Felizmente, a tendência é que isso mude com a informatização das escolas. Há dez anos, 16% delas tinham computador para uso dos alunos e 12% contavam com acesso à internet - só na opção discada -, conforme dados do Ministério da Educação (MEC). Em 2012, eram 57% com micros para uso didático, 52% deles conectados à rede. O recurso deve chegar a todas as escolas nos próximos anos, razão para que você esteja preparado para usá-lo da melhor forma. 

É preciso estar atento, porém, a um ponto: a presença da tecnologia não é garantia de aprendizagem. Não bastam laptops à disposição na sala, por exemplo, se eles só são usados para jogos - esses aplicativos certamente chamam a atenção da meninada, mas poucos proporcionam desafios e reflexões sobre a leitura e a escrita. Mesmo quem não sabe ler e escrever, acredite, pode enfrentar o computador em atividades com foco na alfabetização. Afinal, muitas crianças aprendem as letras em um teclado e todas podem usá-lo para grafar palavras da maneira que sabem, mesmo que não seja convencionalmente. 

A argentina Ana Teberosky destaca no livro Contextos de Alfabetização Inicial (176 págs., Ed. Artmed, tel. 0800-703-3444, 48 reais) que diante do teclado o aluno usa as duas mãos para digitar e, em vez de traçar grafias, deve escolher uma das opções para apertar: estão à disposição dele todas as letras possíveis para compor uma palavra (um conjunto finito com uma disposição diferente da alfabética). As peculiaridades continuam: o computador permite relacionar as letras impressas no teclado com as imagens que aparecem na tela e escolher formatos variados.

http://revistaescola.abril.com.br/fundamental-1/alfabetizacao-tecnologia-linguagem-leitura-escrita-756962.shtml

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

A Nova Internet

O Senado aprovou, sem qualquer alteração, o texto do projeto de lei apelidado de “Marco Civil da Internet”, que será sancionado pela Presidenta da República nos próximos dias. Após sessenta dias de sua publicação, a Rede Mundial de Computadores não será mais uma terra sem lei…
Críticas sempre haverá, qualquer que seja a intenção ou a movimentação de qualquer governo em qualquer sentido. O que assusta é a quantidade de insultos propalados nos comentários dos diversos sites de notícias contra a aprovação da lei, dado que, muito provavelmente, essas pessoas não leram seu texto. Argumentos do tipo “se o governo é a favor, não pode ser coisa boa” não são bons argumentos…
A pressa do governo decorre, sobremaneira, do episódio de macroespionagem protagonizado pelos EUA nos últimos meses. A medida pretende impedir, ou ao menos dificultar, esse tipo de conduta, pois proíbe a análise, o monitoramento ou o filtro dos pacotes de dados acessados, salvo por determinação judicial. Ou seja, aumenta-se a proteção de todos (inclusive do governo, claro) em relação a interferências indesejadas no trânsito pela WWW – além de afastar, em tese, a espionagem, softwares de identificação de padrões de comportamento para divulgação de publicidade também serão restritos. Pena que os spams não entraram nessa rodada…
A crítica verdadeiramente pertinente é de ordem política (no sentido técnico, não esse desvirtuado que ronda por aí). O Palácio do Planalto cooptou todos os partidos da base aliada do Senado para barrar qualquer intenção de discussão ou emenda de artigos do projeto pela oposição, garantindo sua aprovação integral e sem qualquer alteração. Primeiro, isso não se faz: diz o art. 2º da Constituição Federal que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário são independentes e harmônicos entre si. Essa intervenção é extremamente nefasta, porque o papel de discutir e elaborar as leis cabe precipuamente ao Congresso. Impedir debates e emendas deita por terra a chance de uma lei ainda melhor ser editada. Há grande chance de vivermos alguns efeitos colaterais desse presidencialismo de coalizão que foi instaurado no país desde o século passado (não, não é coisa do PT. Todos os presidentes democraticamente eleitos fizeram isso.  Os militares, então, nem se diga – se o Congresso não concordava com a posição do Presidente, fechava-se o Congresso e pronto…).
E por que a pressa, se o projeto tramita no Legislativo há 4 anos? Virou urgente de uma hora para outra? O motivo, mais uma vez, é político. Nessa semana acontece em São Paulo o NETMundial, um fórum que discutirá a composição de órgãos internacionais de controle sobre o registro de endereços na Internet e outras questões técnicas. Nele, pretende-se denunciar o extremo poder exercido pelos EUA nessas questões e sugerir a adoção de um colegiado composto por diversos países. Dilma Rousseff abrirá o evento e queria apresentar a lei aprovada como resultado do esforço do Brasil em garantir uma Internet mais livre e segura para todos.
No mais, vale a pena ler o texto da lei (é o primeiro link dentre todos abaixo). Nele encontramos medidas que garantem a privacidade do internauta, protegem os provedores contra os abusos cometidos pelos usuários e cria mecanismos que facilitarão a identificação de criminosos (como pedófilos e terroristas). “Ah, mas também identificará quem se manifestar contra o governo!”. A lei não serve para isso e caberá ao Poder Judiciário garantir qualquer atentado contra a liberdade de expressão. Mas não custa lembrar que divulgar uma foto de um político qualquer, de qualquer partido, unicamente com os dizeres “canalha, filho da %!*$, ladrão”, não é manifestação política nem ato de cidadania – é crime de injúria.

Disponível em: http://www.estudeatualidades.com.br/2014/04/a-nova-internet/

Internet das Coisas



A evolução e o desenvolvimento de tecnologias aplicadas a dispositivos de comunicação sem fio proporcionaram novos paradigmas e desafios para os profissionais responsáveis em implementar soluções eficientes para uso cotidiano. Neste contexto, surge a Internet das Coisas, ou Internet of Things (IoT), com a proposta de interligar dispositivos inteligentes e autônomos capazes de trocar informações entre si e com os seres humanos em diversos ambientes, tendo como tecnologia base a Identificação por Rádio Frequência ou Radio Frequency Identification (RFID) que, por sua vez traz uma nova tendência na usabilidade das redes e dispositivos, possibilitando maior interação e integração (dois dos principais objetivos do IoT). No âmbito de formação de profissionais e implementação destas tecnologias, a utilização dos mecanismos de simulação computacional é uma alternativa economicamente viável para analisar e entender esta nova realidade. Basicamente, a simulação computacional de redes de dispositivos ou de computadores busca representar um modelo para analisar, em maior ou menor grau de abstração, o comportamento de elementos que compõem um sistema real, permitindo uma avaliação aproximada do seu desempenho, dispensando a necessidade de medições em sistemas reais. Assim, o objetivo do presente trabalho é realizar um estudo de caso sobre cenários de simulação em redes RFID utilizando o simulador Network Simulator 2 (NS2), partindo do ajuste de um cenário pré-existente na literatura que oferece serviços de localização e rastreamento de objetos sensíveis à perda de pacotes, tendo como nós (ou dispositivos) elementos conhecidos como etiquetas RFID e, utilizando a implementação de um mecanismo para a garantia de Qualidade de Serviço ou Quality of Service (QoS) para a viabilização do cenário analisado. Este trabalho pretende contribuir para a disseminação da ferramenta NS2, possibilitando o enriquecimento da coleção de técnicas e ferramentas disponíveis para a realização de atividades práticas, tanto de estudantes, como professores e interessados no aprofundamento dos conhecimentos em redes de computadores aplicados à IoT

Escrito por:  Mekylei Frank Soares Belchior e Elinar César Santos